Mulheres do MST ocupam três fazendas de eucalipto da Veracel e Suzano
Publicado em por Vanessa

1.200 mulheres participam da invasão em Itabela e outras 200 nas duas áreas de Teixeira de Freitas

O núcleo baiano do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou a “Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina” ocupando nessa segunda-feira (04-03-13), três fazendas de eucalipto no extremo-sul do Estado: uma da Veracel Celulose, no município de Itabela e duas da Suzano Celulose, no município de Teixeira de Freitas. Conforme os organizadores da ação, 1.200 mulheres participam da invasão em Itabela e outras 200 nas duas áreas de Teixeira de Freitas.

O alvo do MST tem sido as empresas de celulose a quem acusam de promover “intensa destruição da biodiversidade” na Bahia, causando “degradação e contaminação dos recursos naturais, hídricos e dos solos”. Como compensação, a organização reivindica que os grupos doem faixas de terra para a reforma agrária. Conforme Márcio Matos, um dos coordenadores estaduais do MST, a empresa Fíbria foi a única do ramo de celulose que já fechou um acordo com os camponeses.

“A Fibria já disponibilizou uma área de 12 mil hectares para o Incra implantar um assentamento para mil famílias. A área está situada entre os municípios de Teixeira de Freitas, Prado e Alcobaça”, disse, informando que embora haja negociações abertas com a Vereacel e a Suzano, ainda não se fechou acordo. “As ocupações são para pressionar as empresas a bater o martelo”, completou.

De acordo com o MST, nos últimos quatro anos, 22 propriedades onde há plantação de eucalipto para a indústria de celulose foram ocupadas na Bahia e esse número pode chegar esse mês a trinta “se as empresas não sinalizarem um processo de negociação com êxito” disse Eliane Oliveira, líder do MST que participou das invasões desta segunda. Ela criticou o que chamou de “imagem de desenvolvimento no campo”, que, supostamente essas empresas “venderiam”, acusando-as de ocultar “a problemática causada e sugando do estado recursos públicos de investimentos para exportar a celulose derivada de seus extensos plantios de eucalipto”.

As empresas não informaram se vão pedir a reintegração de posse das áreas.

Por: Painel Florestal – A Tarde